01/09/2010

Peripécias do Dodge Polara!


A história a seguir aconteceu no dia 28 e 31 de agosto de 2010. Escrevo-a a pedido do Jonas, grande parceiro, que gosta de rir da desgraça dos amigos.
(O texto foi escrito sem preocupações ortográficas)

Viagem de Polara – Blumenau – Igrejinha – 540km e Igrejinha – Canguçu – 400km

Toda a novela começa uma semana antes da viagem propriamente dita. Levei o Dodginho, como é carinhosamente chamado, à borracharia para efetuar a troca dos pneus traseiros. Depois de escutar atentamente o borracheiro, optei por colocar dois pneus “remold” na traseira, pois, conforme o borracheiro, “você não vai passar de 100km/ mesmo, então não faz diferença”. Na dianteira, ficaram os mesmos pneus que já estavam calçados (mas a 5 anos sem rodar). Efetuei o pagamento e ainda escutei um: “Era bom trocar o amortecedor traseiro esquerdo, pois está perdendo a ação”. Como a grana estava curta, ficou por isso mesmo.

Na “faixa”, acima de 80km/h, o Dodginho “sambava” bastante. - Talvez fossem os pneus remold”, imaginei, mas tinha outras coisas para resolver.

No outro dia, levei o Polara até um mecânico de confiança, perguntando o que poderia ser. Ele disse: - “Pode ser tanta coisa: folga na direção, folga nos pneus, pneus desalinhados, os pneus remold, amortecedor...” Fui pela opção mais barata:

- Dá uma olhada na suspensão pra mim! E foi o que ele fez, ali, rapidinho.

Veredicto: - “É o amortecedor dianteiro esquerdo”. Ah tá, ok, vou ver o que vou fazer...

Fui à caça de um amortecedor, pois é muito difícil encontrar um de carros antigos (ou velhos, como preferir). Mas já sabia onde ir.

- “Eu tenho um, mas tenho que procurar”, diz o Sr. Tilmann, especialista em Dodges. Ok, volto amanhã. E aí onde nos encontramos a apenas dois dias antes da viagem...

No ultimo dia antes da viagem, vou la ver a tal suspensão. Ele encontrou. E enquanto examinava o carro, disse: -“Vais colocar no dianteiro direito né? É o mais sem ação”....

Putz. Três mecânicos, e três veredictos. Quer saber, pensei, se eles estão todos na dúvida, não está tão ruim assim. Não coloquei nenhum.

Sábado de manhã, dia da viagem, nos preparamos para ir. Malas postas, despedidas ok, tanque cheio, água no radiador, tanque da moto abastecido (ops, um detalhe: quem foi de Polara foi Gaby... Eu fui de moto na frente!)

Combinamos alguns códigos para nos comunicarmos na estrada, como “vou no posto”, “você pode ir seguindo depois alcanço” e alguns códigos de 1 a 4 dedos, avisando que estávamos a 60, 70, 80 ou 90km/h, respectivamente, já que o velocímetro do dodginho não funciona!

E pé na estrada! Gaby ligou o polara na posição 1 da chave, esperou o barulhinho da injeção eletrônica (ahuahauahaha) e VRROOOOOMMMM! Tudo certo..... nos primeiros 20km. Ali, por causa de obras na pista, o trânsito parou, só andava uma pista. Eu disse que ia lá na frente ver o que estava acontecendo e esperaria elas (a Gaby e a Luana, as integrantes do Polara) após o barramento da pista. Após uns 15 minutos, atravessei o bloqueio. E ali fiquei esperando, até que toca o meu celular: - “Guuuuuuu, o polara não pega mais, o que eu faço???” Elas ficaram um tempo com o carro ligado, viram que ia demorar e desligaram. E a bobina esquentou e não pegava mais.

Putz. Falei – “Empurra pro acostamento que eu estou chegando”. E ali esperei mais uns 15 minutos até eu poder voltar até onde elas estavam. Tentei fazer pegar e nada. Perguntei à Gaby – “Sabe fazer pegar no tranco?” e escutei um sonoro não.

Então, empurrem que eu faço pegar! Lá foram as duas empurrar o carro no acostamento, o povo todo parado no trânsito olhando, ahuahaha, um até desceu do carro para ajudar a empurrar e após uns 200 metros e 3 tentativas.... VROOOOOOMMMMMM. Pegou!

Elas embarcaram no carro e eu disse: - “Vão aqui pelo posto e cheguem lá na frente antes de tudo mundo” (foi o caminho que fiz de moto). Dito e feito. E eu iniciei a minha caminhada até onde estava a moto. Como não vi quem havia ajudado, fui agradecendo a todos, acenando com a cabeça.

Cheguei na moto e cadê a chave? Deixei no Polara.

Liguei para elas e disse: Volta aqui de ré que a chave tá dentro do carro! E lá vem um Dodginho roncando de ré pelo acostamento! Elas já estavam láaaa na frente!

Depois dessa presepada toda, chegamos quase na frente da fila toda, pois fomos por dentro do posto. Ali, ficamos esperando uns 10 minutos, sempre com o polara ligado, pra não morrer ehehehe.

Após aproximadamente uma hora desde o início, atravessamos o obstáculo.

Uns 100km depois paramos para abastecer. O carro fez a incrível média de 6.2km/l. Paguei a conta e? Não pegava! Um paninho com agua gelada na bobina e VRRROOOOOMM! Uma fumaça preta no ar e o dodginho a rodar!

Mais 100km rodados (queríamos parar bastante para ver nível de agua no radiador e ver se estava tudo certo), mais uma abastecida e? Não pegava. Um paninho molhado na bobina e? Não pegou. Empurramos algumas vezes (elas empurraram, quero dizer) e? Não pegou.

Aí bateu o desespero. Perguntamos pro frentista se ele tinha algum mecânico para chamar e ele conhecia um, mas que provavelmente não estava à disposição no momento.

Ficamos ali, os 4, olhando para o motor, como que se fossemos encontrar uma coisa obvia que pudesse fazer o carro pegar, até que entra um Gol no posto, o cara sai do carro e tem a roupa todo cheia de graxa! ERA O MECÂNICO!

Deu uma olhada nas velas, deu uma sangrada na bomba de gasolina e VRRRRROOOOOMMMM! Lá vamos nós!

A Gaby perguntou: - “O que vamos fazer se ele não pegar no próximo posto?” E eu disse que no próximo posto a gente via.

Pelas próximas três paradas, o carro pegou de primeira (bem, algumas vezes não tão de primeira assim) e deu tudo certo. E eu ali, de moto, na frente, andando a 70 ou 80km/h. Média da moto de 28 a 32 km/l. Média do Polara de 6.2 a 8.8km/l.

No resto da viagem o Polara foi bem. Foram 12 horas de viagem para 540km, sem contar os detalhes do Sr. Google Maps que nos colocou em estradas de chão e ruas absolutamente desertas (eu bem que estranhei, pois pela BR 101 eram 620km de distância)

Já em Igrejinha, usamos o carro para passear, afinal, estava tudo ok. Foi quando não vi um quebra molas (lombada para o catarinenses) e o carro deu um pulo, do qual rimos bastante. Mas aí veio um cheiro de gasolina. Eu pensei que era a gasolina saindo pelo bocal, no fundo do carro, afinal, a tampa do bocal de gasolina não vedava bem (tanto é que em Blumenau eu tinha sempre que parar o carro com a traseira para cima do morro, pois se eu colocava a traseira do carro para baixo, pingava gasolina!).

Mas o cheiro não parou. Fomos num posto, abrimos o capô com a dificuldade de sempre (um puxa a alavanca e outro pressiona o capô) e ali então estava encharcado de gasolina. O que fazer? Afinal, no outro dia iriamos viajar mais 400km.

E um tal de liga daqui, liga dali, tudo sem solução. Um vigia noturno do posto disse que ali era o filtro de gasolina e que talvez a agulha tinha entupido. Pedi uma chave de fenda e ali mesmo, com a precisão de um médico cirurgião bêbado do SUS, abri o treco. – “Tira a bomba devagar”, disse o guarda. Mas ela já tava na mão. Ali, ele assoprou na bóia algumas vezes, coloquei a bóia com a agulha de volta e VRRRROOOOOOMMMMM, voilá! Pronto pra outra, sem cheiro de gasolina. Fiz os agradecimentos rotineiros e fomos para Igrejinha dormir. O outro dia seria punk novamente!

Nesta etapa da viagem, o único cuidado foi escolher bem o horário para sair de Igrejinha de manhã cedo para não pegar engarrafamento em Porto Alegre, pois já sabíamos que o possante poderia ferver no meio do anda-e-para da capital.

Escolhemos bem. Bem mal. Foi um congestionamento total. Pelo retrovisor, podia ver a angústia e a preocupação da Gaby para que não ficássemos empenhados ali no meio daquela muvuca.

Mas deu tudo certo. O carro sempre pegou “logo” (entenderam né?) nas paradas e chegamos bem em Canguçu, onde no mesmo dia o Polara foi para uma “massagem relaxante”, ou seja, ganhou uma lavada profissional (coisa que não via há uns 5 anos). Agradeço a todos pela força, a Luana, minha irmã, que foi junto metade da viagem para a Gaby não ficar com medo, e a Gaby, minha esposa, que mais uma vez topou minhas maluquices!

Quem sabe não voltamos de Polara para Blumenau um dia? Quem sabe...



7 comentários:

Luana disse...

De nada irmãozinho.. :)
Vocês bem que voltaram de boa, eu que tive de aguentar mais 12 hrs de busão com um catinguento do meu lado, pensando eu que poderia aproveitar o lugar ótimo que meu irmão escolheu (primeira poltrona) para esticar bems as pernas, tive de dormir de lado com as pernas pro corredor e o travesseiro na cara para não sentir aquele cheiro horrívels.. (tava no nível do spray do Gu quase..)

Viajem ótima, afinal deu pra rir bastante com a Gaby no "carro".. povinho todo olhando e a gabi "tooooma filho, teu carro é velho o meu é antigo" kkkkk

beeeijo

Gaby disse...

kkk, Lu brigada pela presença e pela parceria. Tirando o medo de ficar na mão e por não saber nada de mecânica até que foi divertido mesmo.
Bj amor e, você cuidando e dando socorro, "topo! Pq não! Vamos cair pra dentro de Blumenau de novo!"

Shanya Koffke disse...

Se eu me diverti aqui lendo a história de vocês, imagino o quanto riram experienciando ela! Fico feliz que tudo tenha dado certo!O Texto é ótimo Gu, a esposa e a irma sao maravilhosas,e o Dodginho é especial... espero que tenham muitas histórias boas para contar com ele! :)
Beijao

patiniti disse...

Isso me faz lembrar de quando eu tinha uma Brasília 80... Ninguém merece! hahahaha
Bjos pra vocês!

anette disse...

kkkkkkkkkkkkkkk, espeor ver voces aqui em Blu novamente com o "Possante" kkkk kussis

Liane disse...

Eitaaaaaaaaaa coisaradaaaa! Adoro essas histórias! Acho que a Gaby e a Luly foram corajosas!!!! O Gu? Aventureiro como sempre! O Opa e a Oma devem ter dado boas risadas lá em cima! Com a graça de Deus chegaram bem, porque enquanto vcs se aventuravam o coração de mãe por aqui estava aflito até saber que chegaram bem , mesmo com alguns imprevistos! Afinal de contas, se não houver imprevistos, não há histórias para contar! Eu espero que vcs consigam retornar logo a Blu, nem que seja de busão!!!!Amo vcs! Brigadinho Luly pela força e apoio, valeu Pituka! E para o Gu e Gaby, desejo muitas aventuras ainda que se transformem em ótimas histórias de vida como essa que acabei de ler! Amo todos vcs! Fiquem com Deus! Bjos, Liane

jonas disse...

essa foi 10!